Condição das praias do LITORAL NORTE de SP piora em um ano. ILHA COMPRIDA e IGUAPE são os destaques positivos.

por Marcelo Toledo (Folha de S. Paulo/UOL - 5/1/19 - adaptado) — publicado 06/01/2019 14h02, última modificação 06/01/2019 14h02
Entre 2017 e 2018, pontos com boa balneabilidade passaram de 57 para 31.

 

 

EM NOSSA CIDADE A

BALNEABILIDADE É ASSEGURADA

 

 

 

O cenário se repete em todo o badalado litoral norte de São Paulo. Cidades que, em 2017, apresentavam praias com boa balneabilidade, em 2018 viram as condições piorarem. A explicação para isso pode ser as chuvas.

Enquanto as praias consideradas boas somavam 57 em 2017 em Ilhabela, São Sebastião, Ubatuba e Caraguatatuba, em 2018 o total caiu para 31. As ruins, por sua vez, subiram de 5 para 17.

Ilhabela teve só 2 pontos bons em 2018 —Sino e Curral—, ante 7 de 2017. Em Ubatuba, caíram de 22 para 16 e, em São Sebastião, de 20 para apenas 9. Já em Caraguatatuba, recuaram de 8 para 4.

O cenário do litoral norte se repetiu no restante do estado, que teve 47 pontos de medição considerados próprios o ano passado todo, ante os 86 do mesmo período do ano retrasado, de acordo com dados da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo).

O cenário talvez não apareça tanto na Baixada Santista pois já são poucas as praias que estavam na categoria de boas em anos anteriores, de acordo com a gerente do setor de águas litorâneas da Cetesb, Claudia Lamparelli.

Ela afirmou que a hipótese para o que ocorreu em 2018, que rompeu um ciclo de melhora progressiva na balneabilidade, tem elo com as condições climáticas. "Vinha melhorando desde 2015 e neste ano [2018] tivemos picos de praias impróprias durante o ano, o que fazia certo tempo que não acontecia, como chegar a 40% de praias impróprias [em uma semana]. Muito provavelmente isso está associado com as chuvas", afirmou.

Segundo ela, a chuva é uma das maiores responsáveis pela degradação da qualidade da água do mar. O motivo para isso é que ela carrega para o oceano tudo que cai em cursos d'água ou ligações de esgoto.

"Não temos ainda os dados de chuva, mas conseguimos perceber que após semanas chuvosas temos picos de praias impróprias. Tivemos alguns no meio do ano e agora começou em outubro e, mais intensamente, em novembro."
Isso, de acordo com a gerente de águas litorâneas da Cetesb, fez com que muitas praias do litoral norte que não ficavam impróprias se tornassem. Os pontos de coleta são os mesmos dos anos anteriores e a metodologia também não sofreu alterações. 

Para ser considerada boa, a praia tem de ter 52 classificações como próprias num ano. Se ficar uma semana imprópria, ela passa para a categoria regular. "É muito fácil ela sair [da classificação boa]. Não quer dizer que é ruim ou regular, mas sim que ficou imprópria em um período só", disse.

Monitoradas apenas uma vez por mês, enquanto as demais são avaliadas semanalmente, as praias de Ilha Comprida e Iguape foram classificadas como próprias em relação à balneabilidade durante todo o ano passado.

São quatro pontos em Ilha Comprida (Balneário Adriana, Centro, Pontal e Prainha) e um em Iguape (Jureia).

"Como a população dos municípios do sul é baixa em relação aos nove municípios da Baixada, além de serem mais distantes e o acesso ser mais difícil, a pressão sobre a qualidade da água do mar é menor", afirmou a gerente.

   

   

   

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